sexta-feira, 24 de setembro de 2010


Riam e cantavam envolta da mesa mal iluminada, como se fossem as pessoas mais felizes do mundo, não que não fossem, naquele momento eles eram.
Felicidade provavelmente tenha uma definição no dicionário, não que a menina sentada à mesa segurando o copo de vinho nas mãos a conheça , ela não conhece é claro, ler um dicionário não faz o seu estilo, e isso também não significa que ela não saiba o que é felicidade, porque acreditem, ela sabia.
Ela não tinha êxito em tudo o que fazia, na verdade na maioria das vezes ela era tentada a desistir de tudo com rapidez assustadora. Tinha tanto defeitos que nem mesmo o narrador de sua vida saberia citar. Passava sessenta por cento do seu dia desejando ser diferente, estar em lugares diferentes e com uma vida diferente. Tinha a sonoridade perfeita quando desejava reclamar, auto e estridente... E assim, mesmo assim, ela não conhecia nenhuma outra pessoa que sorrisse melhor que ela, mesmo que procurasse, não haveria outra pessoa tão feliz quando ela.
O vinho manchava a toalha, enquanto a risada ponderadamente exagerada fazia vibrar toda a cozinha, é claro que naquele momento o tempo corria, isso não importava, com tanto que o tempo acontecesse.
E o que fazia todos tão felizes? Eu não saberia dizer, no entanto, arriscaria com precisão, o que fazia todos tão felizes eram eles mesmos.

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